Em 2013, o mundo tomou conhecimento da extensão do vasto programa de espionagem liderado governo dos Estados Unidos, através da sua Agência de Segurança Nacional (NSA), após vazamentos de documentos ultra secretos, promovido por Edward Snowden.

Em parceria com Austrália, Canadá, Nova Zelândia e Reino Unido, a rede conhecida como os “Cinco olhos”, que tinha como objetivo identificar ameaças terroristas no mundo, colocou como alvo até mesmo governos e empresas de países aliados, como Brasil, França e Japão. Evidentemente, a espionagem estava sendo utilizada também com interesses comerciais.

Jogos também entraram na mira

Uma reportagem publicada pelo The Guardian, em dezembro de 2013, revelou que agentes de serviços de inteligência dos Estados Unidos e Reino Unido estavam infiltrados em jogos com o formato de mundo virtual em busca de atividades terroristas.

De acordo com um documento obtido pelo jornal, em função do anonimato dos usuários, comunidades como Second Life e World Of Warcraft poderiam abrigar terroristas com o objetivo de propagar seus ideias, recrutar novos terroristas e planejar ataques. Por isso, a espionagem considerava necessário o monitoramento dos mundos de socialização virtual.

Habbo mencionado em um dos documentos

O Habbo, que chegou a ser um dos mundos virtuais mais populares nos Estados Unidos e no Reino Unido, foi mencionado em um dos documentos que analisa os potenciais usos terroristas em jogos. Entretanto, não existe qualquer informação sobre eventuais operações de inteligência ou planos terroristas desenvolvidos na comunidade.

O documento apenas descreve como terroristas podem explorar os mundos virtuais para desenvolvem as suas atividades.

Utilizando o Second Life como exemplo, o documento apresenta um cenário fictício de uma oportunidade terrorista em mundos virtuais.

Uma sofisticada rede terrorista se junta ao Second Life. Com uma ilha protegida por senha, na comunidade virtual, eles constroem réplicas de áreas que estão interessados em atacar e realizam simulações virtuais realistas dos seus ataques.

O contexto poderia ser adaptado aos quartos do Habbo, onde também podem ser construídas réplicas de lugares reais e com acesso protegido com senha.

Embora o Habbo esteja listado como um potencial abrigo de terroristas, os vazamentos de Edward Snowden não indicam que a comunidade estava entre as prioridades dos serviços de inteligência.