Em meio a uma legião de usuários fanáticos que se interagem pelo Twitter, ascende uma pequena comunidade de um outro mundo virtual muito similar ao Habbo e que, por vezes, confundem-se. Trata-se dos servidores piratas, que violam a propriedade intelectual da Sulake para oferecer uma cópia falsificada do Habbo e prometem ao usuário tudo aquilo que lhe foi limitado na versão original.

Desde que o Habbo se converteu em um produto popular tem sido alvo de pirataria. Porém, ao longo dos anos, a pirataria já evoluiu para uma escala comercial, com suporte ao usuário, publicidade, marketing e infraestrutura para atender demandas cada vez maiores de usuários. Entre os envolvidos, estão aqueles diretamente ligados aos projetos oficiais do Habbo e, assim, prejudicam aqueles que se dedicam fielmente à comunidade original.

Enquanto isso, a Sulake se mantém inerte à situação.

Keep it Real

Em novembro de 2007, a Sulake lançou a sua primeira grande campanha contra a piraria, o Keep it Real. O principal objetivo campanha era conscientizar a comunidade sobre os riscos de acessar um “habbo pirata”. Em maio de 2013, a campanha retornou ao Habbo com o mesmo objetivo.

Os emblemas à direita foram entregues aos usuários nas atividades realizadas nas campanhas de 2007 e 2013.

Em diversas outras ocasiões, ações de conscientização através de notícias, jogos e quizzes foram realizadas no Habbo. Desde 2013, a Sulake não inclui o tema no calendário de campanhas do Habbo.

Ofensivas

Embora não muito comum, a Sulake pode utilizar por recursos judiciais para remover websites piratas do ar. Geralmente, a empresa opta por este recurso quando todas as tentativas anteriores de remover a página web se esgotam.

Um dos casos que ficaram mais conhecidos, ocorreu em maio de 2013, com o Estúdio Otaku, uma rede de fornecimento de “habbo pirata”. Na ocasião, autoridades policiais da Bulgária invadiram a casa do proprietário do servidor e confiscaram equipamentos eletrônicos da residência, com ordem da justiça local.

Para desistir do processo (foto abaixo), a Sulake exigiu 3000 euros. Na época, o fã-site MangeToiÇa relatou os fatos em detalhes.

Desde então, não houve mais relatos de que a Sulake utilizou vias judiciais para suspender um servidor ilegal.

Os dias atuais

Depois de utilizar todos os recursos ao seu alcance para barrar a pirataria, a Sulake já não se mostra tão interessada em proteger a sua propriedade intelectual. Nem mesmo quando a própria comunidade a ajuda a identificar a violação.

Através da ferramenta de ajuda, a Sulake disponibiliza um canal para usuários informarem servidores piratas. Porém, os tickets abertos com este tema são respondidos com uma mensagem padrão e automaticamente fechados após poucos minutos, sem antes haver uma análise para o caso específico.

Nestes dias atuais, a existência de um servidor pirata já não é mais um problema isolado, mas sim a maneira como estão presentes.

Em muitos perfis do Twitter voltados para a comunidade Habbo, os usuários acrescentam o sufixo -let em algum termo da biografia como referência a um popular servidor pirata. Estes mesmos perfis participam de competições oficiais da Sulake e, as vezes, os seus donos também representam os projetos oficiais da comunidade, tal fato que desmerece os usuários concorrentes que se mantém fiéis ao Habbo.